Quem disse que gosto não se discute?

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Esses dias nos pegamos numa conversa bem questionadora: quem disse que gosto não se discute?

Assim,o princípio de tudo acreditamos estar no entendimento inicial de que uma discussão não é sinônimo de briga. Podemos até usar o termo conflito desde que esteja relacionado com ideias, ou seja uma discussão é um debate, uma exposição de opiniões e pontos de vista.

E aí reside o xis da questão: nessa discussão o objetivo não deve ser sobrepor a sua opinião a do outro, ou seja não se está discutindo certo e errado, apenas os mais diversos lados e versões do mesmo assunto.

Demos uma procurada sobre a origem dessa frase, popularmente difundida e que caiu no gosto do brasileiro médio que parece ter pavor de expor sua opinião pessoal sobre as coisas e principalmente de entrar profundamente em algum assunto. A superficialidade e falta de embasamento é o que permeia as conversas que para não causar “desconforto” restringe-se a assuntos como o tempo, seja ele metereológico ou cronológico.

Oras, e se repensarmos essa expressão para “gosto não se impõe”. Não faz muito mais sentido? Não estaremos restringindo a troca de ideias e nem de diálogo e sim demonstrando que sobre tudo na vida não devemos impor nossa verdade e sim compartilha-la e ouvir a dos outros também. Você sai de um ponto em que a conversa se permeia na sua verdade e abre um leque de oportunidades no qual toda realidade é válida, visto que sai da visão de mundo de cada um.

Não conseguimos ver o mundo pelos olhos do outro mas, podemos estar abertos a ouvir dele como é o universo que ele enxerga.

Vamos reusar essa ideia? Sempre que chegar nesse mérito de dizer essa frase, troque a discussão pela imposição. Vamos compartilhar essa ideia e mudar esse paradigma de superficialidade e começar a trocar ideias que realmente importem e podem transformar nossas vidas.

Gosto se discute sim, gosto não se impõe!

 

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